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8 de Março de 2017

Dia Internacional do Livro Infantil – 2 de abril de 2017 – divulgação

Livro_infalnti_2017Para assinalar o DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL 2017, que se comemora a 2 de abril, a DGLAB convidou o ilustrador João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser o autor da imagem do cartaz.

O cartaz impresso vai ser distribuído por Bibliotecas Municipais da RNBP, livrarias infanto-juvenis e Arquivos Distritais. A sua imagem em grande formato para impressão pode ser descarregada no site do Livro/DGLAB, em http://livro.dglab.gov.pt/…/DIA-INTERNACIONAL-DO-LIVRO-INFA…
A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Rússia, pode ser encontrada em http://www.ibby.org/…/act…/international-childrens-book-day/ .
Segue uma possível tradução em português do texto do escritor Sergey Makhotin, bem como o cartaz do ilustrador Mikhail Fedorov, que pode ser descarregado em grande formato no link http://www.ibby.org/filea…/user_upload/poster_02.04.2017.pdf

Tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova:

“VAMOS CRESCER COM O LIVRO!
Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura.
Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo.
Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação.
Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo.
Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudar-nos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela.
Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer.
É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.

Sergey Makhotin” Material de divulgação para o Dia Internacional do Livro Infantil// //

 

Esta notícia foi publicada em 8 de Março de 2017 e foi arquivada em: Geral.

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